domingo, 29 de agosto de 2010

HARMONIA MUSICAL


Harmonia musical

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Explicar técnicamente o que é harmonia musical, exige um espaço um pouco maior que este artigo. Portanto, vamos ao popular.

A grosso modo, podemos dizer que harmonia musical é a área musical que define a construção e a a ordem dos acordes dentro do sistema tonal.

Ou seja, quando você está tocando os acordes de uma determinada música, está fazendo a harmonia daquela música. Um acorde não é a harmonia e sim, faz parte da harmonia.

Explicando mais um pouco. Popularmente, sem entrar em detalhes técnico-teóricos profundos, podemos dizer que harmonia é o conjunto de acordes da música.

Portanto, se uma música possui os acordes D, Bm, G e A7, esta é a sua harmonia musical, ou somente a harmonia da música.

Até agora, você já sabe que se alguém lhe perguntar se sabe a harmonia de uma determinada música, estará se referindo aos acordes da mesma. Dããã…

Muito bem. E onde isto nos leva? Porque é que aqueles benditos acordes estão lá? Só porque o compositor decidiu que deveriam estar? Nada disso. O compositor não decidiu nada, por mais que alguns possam achar que sim, que foram eles que decidiram por este ou aquele acorde.



Campo harmônico

Acontece que qualquer música é feita numa determinada tonalidade. Esta tonalidade tem um campo harmônico. Eita! Agora o bicho pegou! É de comer isso aí? Peraí um pouquinho, que não é tão difícil assim.

Campo harmônico é o conjunto de acordes formados a partir das notas de uma escala. Se você já leu alguns dos artigos anteriores, como acordes relativos, com mais estas informações vai entender do que estou falando.

Tomemos por exemplo a escala de C (dó maior)
Grau 1 2 3 4 5 6 7
Nota C D E F G A B
Acorde C Dm Em F G Am Bdim
Menor ou maior + - - + + - dim

Repare como cada nota da escala gerou um acorde. Todos estes acordes formam o campo harmônico daquela tonalidade. Na última linha, a regra para a formação dos acordes na escala maior. Onde se vê (+) o acorde sempre será maior e (-) sempre menor. o sétimo grau, sempre diminuto.

Obs: As regras para a escala menor são diferentes.

A partir daí, você sabe, em qualquer tonalidade, quais os acordes do campo harmônico. Ou seja, quais acordes podem fazer parte de uma música que se encontra naquela tonalidade.

Lembre-se, entretanto, que estes são os acordes básicos. Não se deixe confundir pelas variações, como acordes com sétima, nona e por aí afora. Por exemplo, uma sequencia assim (usando a escala de C):

C, G/B, Am7, Dm, F, G7

Está perfeitamente de acordo com o campo harmônico:

C, G, Am, Dm, F, G

Portanto, conforme foi dito anteriormente, a gente não decide que acorde colocar na música. Ou melhor, até decide, entre aqueles acordes que as regras da harmonia musical permitem.

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ACORDES RELATIVOS



Os acordes relativos, como você verá a seguir, acabam por si só, explicando muito das escalas maiores e menores. E também da formação de acordes.

Dizemos que um acorde é relativo de outro quando as duas tonalidades (uma maior e uma menor) possuem as mesmas notas em suas escalas. Fácil, certo? Ok, complicou um pouco, mas descomplicaremos já. Repare na tabela abaixo:


Obs: Algumas notas deveriam ser representadas em suas escalas com o simbolo b (bemol), porém para efeitos práticos utilizamos apenas # (sustenido).


As linhas em branco são as tonalidades maiores e as linhas em cinza, as menores. No primeiro campo temos o nome da tonalidade e a seguir as notas de sua escala. A numeração indica o grau de cada nota na escala.


Muito bem. Olhe a primeira linha, tonalidade C (dó maior). A linha cinza logo abaixo é a tonalidade Am (lá menor). As duas tonalidades são relativas. Os dois acordes (C e Am) são relativos. Porque possuem as mesmas notas em suas escalas. E assim sucessivamente com as outras tonalidades.


No violão, acordes relativos são facilmente encontráveis, sem consultar a tabela. Para um determinado acorde maior, basta trazer a nota tônica (que dá nome ao acorde) três semitons para baixo, ou seja, três casas para baixo.


Por exemplo: suponhamos que você faça o acorde C e a tônica (C) está na terceira casa da quinta corda. Três casas para trás, teremos a quinta corda solta, que é A. Portanto, o acorde relativo de C é Am. Um acorde relativo de um dado acorde maior sempre será um acorde menor. E vice-versa.


Evidentemente, para achar no violão o acorde relativo de um acorde menor, “viajaremos” três casas para frente.


Suponhamos, por outro lado, que você esteja fazendo o acorde D (ré maior), na posição em que a quarta corda (D) fica solta. É claro que não é possível andar três casas para trás neste caso. Simplesmente encontre a nota ré em outra corda. Quinta corda, casa cinco, por exemplo. Andando três casas para trás, teremos a nota B. O acorde relativo de D é então Bm (consulte a tabela).


Como achar a escala menor relativa a partir da escala maior


Dada uma escala maior, achar a escala relativa daquela tonalidade é muito fácil. As notas se repetem a partir do sexto grau. Veja a tabela abaixo:

Como você pode ver, as notas se repetem. Porém, é claro, começando pela nota que dá nome à nova tonalidade. Veja por exemplo o sexto grau da escala de B (si maior). É a nota G# (sol sustenido). A linha abaixo, da tonalidade G#m começa então com a nota G#. Repare que, continuando em frente, temos a repetição do sétimo e oitavo graus. Como o oitavo grau é a mesma nota do primeiro, podemos ver claramente a repetição, na seguinte sequencia: 6,7,1,2,3,4,5 da tonalidade B.


Uma das muitas utilidades de saber que uma determinada escala maior é igual a uma outra menor, é na hora de improvisar um pequeno solo, por exemplo. Se você sabe tocar a escala maior e a tonalidade da música é menor, voilá! As notas são as mesmas, lembra?


Para “tirar” uma música de ouvido, também é bastante útil conhecer os acordes relativos. Uma vez que você saiba a tonalidade em que a música está, saberá que poderão aparecer os seguintes graus e seus relativos, para começar:

I, IV e V

Na escala de C (dó maior), teríamos:

I – C e Am

IV – F e Dm

V – G e Em

É claro que podem aparecer outros acordes, mas seguindo esta diretriz, você com certeza já estará com meio caminho andado – ou mais! Estude um pouco a tabela e com certeza achará outras peculiaridades nas escalas.

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